Ficar atento ao equilíbrio nutricional das refeições ao longo de um regime é essencial “para evitar problemas como anemia, osteoporose e outras deficiências de vitaminas e minerais que podem ocasionar unhas fracas e queda de cabelos”, afirma a nutricionista Juliana Dragone, especializada em nutrição clínica e funcional pelo Grupo de Apoio à Nutrição Enteral e Parenteral (Ganep).
Dieta boa é aquela que não provoca a privação completa de um ou mais grupos alimentares - proteínas, gorduras ou carboidratos, por exemplo -, promove a reeducação alimentar e garante a perda de peso sem perda de saúde. Se for individualizada, mesmo seguindo um modelo conhecido (como os listados abaixo), melhor. O médico nutrólogo Cláudio Barbosa, membro da Associação Brasileira de Nutrologia (Abran), explica: “A moderação, a proporcionalidade e a adequação são os conceitos básicos que devem estar presentes em qualquer dieta. É por meio deles que a pessoa e seu momento são respeitados”
Trocando em miúdos, o ideal é diminuir a quantidade de comida mantendo o equilíbrio entre os tipos de alimentos que irão ao prato e dando a devida importância aos limites do corpo. “As generalizações são perigosas. Nem todo mundo suporta a quantidade de feijão ou de repolho indicada em uma receita pré-moldada”, exemplifica o nutrólogo.
Os especialistas indicam as 10 melhores dietas para quem quer emagrecer sem abrir mão de ser saudável. “São opções equilibradas, que proporcionam prazer e bem estar”, diz Juliana. Confira o top 10:
Os especialistas indicam as 10 melhores dietas para quem quer emagrecer sem abrir mão de ser saudável. “São opções equilibradas, que proporcionam prazer e bem estar”, diz Juliana. Confira o top 10:
dieta mediterrânea
Inspirada nos hábitos alimentares da região do Mar Mediterrâneo, na Europa. Privilegia alimentos frescos, saladas cruas, massas integrais, azeite, vinho e suco de uva. Dispensa os industrializados. É a melhor das dietas por estimular a reeducação alimentar, trazer benefícios cardiovasculares e manter um elevado consumo de vitaminas, fibras e gorduras boas.
2. Dieta ortomolecular
Dieta ortomolecular
Os desequilíbrios nutricionais são detectados e os hábitos alimentares, analisados. A partir daí, as substâncias do organismo são equilibradas por meio da reeducação alimentar e de suplementos (vitaminas e aminoácidos, entre outros) indicados pelo médico, levando à perda de peso. É a dieta que mais respeita a individualidade de quem quer emagrecer.
3. Dieta ovolactovegetariana
Dieta ovolactovegetariana
Exclui as carnes vermelha e branca das refeições, mas mantém o consumo de proteínas por meio de ovos, leite e queijos. Alimentos integrais (arroz, massas e pão), cereais, leguminosas, verduras, frutas e derivados da soja (leite e carne) compõem a maior parte dos pratos. É muito equilibrada e promove uma reeducação alimentar intensa.
4. Dieta dos pontos
Dieta dos pontos
Seguindo uma tabela que associa calorias a pontos, a pessoa tem que somar, ao longo do dia, a pontuação de tudo que come – e não ultrapassar o limite determinado para o seu caso. Não exclui nenhum grupo alimentar e é facilmente encaixável em rotinas agitadas (não é difícil seguir a dieta em restaurantes por quilo, por exemplo). Praticamente qualquer pessoa pode fazê-la.
5. Dieta detox
Dieta Detox
As refeições são compostas por alimentos naturais e integrais acompanhados por água e sucos naturais. Industrializados e com alto potencial alergênico, como laticínios, açúcar refinado, refrigerantes, adoçantes, corantes, conservantes, café e álcool, ficam de fora. A dieta elimina as toxinas do organismo e promove a perda de peso.
6. Dieta VLCD (Very Low Calorie Diet)
Dieta VLCD
Diminui a ingestão de calorias para 800 por dia. Pode-se comer de tudo – carboidratos, gorduras, o que a pessoa quiser –, desde que esse limite não seja ultrapassado. Não deve ser seguida por muito tempo: ela é boa para perder uma quantidade considerável de quilos rapidamente e estimular a reeducação alimentar logo em seguida.
7. Dieta sem glúten
Dieta sem glúten
As fontes de carboidratos são frutas, verduras, legumes e raízes (mandioca, inhame, cará). Farinha de trigo, centeio, cevada, malte e aveia, ricos em glúten , estão vetados. A dieta acerta o ritmo do metabolismo e diminui a retenção de líquidos, promovendo uma perda de peso quase imediata. De quebra, traz benefícios cardiovasculares.
Leia mais: Dieta sem glúten pode fazer mal à saúde?
8. Dieta do baixo índice glicêmico
Dieta do baixo índice glicêmico
Os carboidratos com baixo índice glicêmico, que liberam pouco açúcar no sangue, são o ponto central dessa dieta. Entram aveia, soja, farinha de trigo integral, legumes, frutas e verduras; saem açúcar refinado, arroz, refrigerantes, farinha branca e batata. Promove a reeducação alimentar, mas a perda de peso é lenta.
9. Dieta antienvelhecimento
Dieta antienvelhecimento
Os astros das refeições são os antioxidantes naturais, ricos em vitamina A (vegetais amarelos e leite), vitamina C (frutas cítricas, folhas escuras), vitamina E (azeitonas, azeite extra virgem, óleos de sementes), selênio (frutos do mar e grãos), magnésio (nozes, castanhas) e zinco (cereais, leguminosas). Açúcar refinado, farinha de trigo – e quaisquer alimentos que os tenham na receita, naturalmente – e frituras são vetados. Promove a reeducação alimentar e melhora a disposição para as tarefas do dia a dia.
10. Dieta da combinação (Dieta Hay)
Dieta Hay
Criada na década de 1930 pelo médico norte-americano William Hay, defensor de que o emagrecimento é fruto da combinação adequada dos alimentos. Uma refeição com proteínas e frutas ácidas não pode ter amidos e açúcares (eles ficam para a próxima, quatro horas depois), e saladas preenchem a maior parte dos pratos. Além disso, farinha branca, açúcar refinado, margarina, corantes e adoçantes são evitados.
Fonte: Saúde - iG @ http://saude.ig.com.br/alimentacao-bemestar/2013-09-05/top-10-das-dietas-saudaveis.html
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